Está muito angustiado(a)? Deixe a presença de Deus encher sua alma com paz e tranquilidade
sexta-feira, 24 de abril de 2026
ORAÇÃO PARA ACALMAR A ALMA
sexta-feira, 17 de abril de 2026
O Santo Padre, o Papa Leão XIV, depois da Argélia e Camarões, visita Angola.
O Papa Leão XIV, visita Angola de 18 a 21 de abril de 2026, com chegada prevista para as 15h:00 (horário local), no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, no sábado, 11h:00, horário de Brasília e 9h:00, horário do meu Acre. A agenda inclui missas em Luanda (Kilamba) e Saurimo, mais a leste de Angola, além de um momento de oração na Muxima, Santuario de grandes peregrinacões a nivel do país. Entidades governamentais e religiosas, saindo de vários pontos de Angola, seguerm em direção ao local dos encontros com o Papa.
Deus abençoe o Papa.
Deus abençoe Angola.
domingo, 29 de março de 2026
DOMINGO DE RAMOS/PORTA PARA A SEMANA SANTA.
DOMINGO DE RAMOS/PORTA PARA A SEMANA SANTA.
A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, com a liturgia que celebra a entrada de Jesus Cristo, em Jerusalém. Montado em um jumentinho, Jesus é aclamado pelo povo; “Bendito Aquele que vem em nome do Senhor”;
A entrada em Jerusalém no jumentinho deixa claro para povo, que Ele não era um Messias temporal e político, um libertador efêmero, mas o grande libertador do pecado!
A celebração do domingo de ramos mistura os gritos de “Hosana” com os clamores da Paixão de Cristo. Os ramos significam a vitória de Cristo e nos fazem lembrar que somos batizados, filhos de Deus e membros da igreja. Ao levarmos os ramos para nossas casas, após a Santa missa, lembram-nos de que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.
SOMOS PASSAGEIROS NESTE MUNDO
O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos, passageiros neste mundo tão passageiro e transitório. A nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade. ”o meu Reino não é deste mundo", afirma jesus. Por isso, com ele caminhamos para o mundo verdadeiro e eterno
DA CELEBRAÇÃO PARA A VIDA
1- Humildade e Serviço:
Jesus entra em Jerusalém como um Rei pacífico e servo pronto a dar a sua vida ao serviço dos irmãos. O serviço humilde nos conecta àqueles que não aspiram riquezas, simplesmente um teto para se abrigar e o pão à mesa
2- Simplicidade.
Jesus não entra em Jerusalém em um carro do ano, mas num jumentinho, símbolo da humildade. Somos convidados a partir da celebração de ramos , a sermos os "Jumentinhos" de Jesus: carregando- O nos irmãos e irmãs, sendo solidários com as suas necessidades.
Assim, no domingo de ramos, a nossa solidariedade e generosidade, deve se concretizar também na COLETA NACIONAL DA SOLIDARIEDADE DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026, cuju tema é:
Fraternidade e Moradia" e lema "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14).
Pe. Inácio Sangueve Pacheco.
domingo, 2 de fevereiro de 2025
Papa: pessoas consagradas sejam exemplo de amor num mundo de relações superficiais
“O retorno às origens de cada consagração é aquele retorno a Cristo e ao seu ‘sim’ ao Pai. Lembra-nos que a renovação, [...] se faz diante do Sacrário, na adoração, redescobrindo as próprias Fundadoras e Fundadores”. Palavras do Papa Francisco na sua homilia deste sábado, 1º de fevereiro, por ocasião das Primeiras Vésperas, no 29º Dia Mundial da Vida Consagrada.
Na tarde deste sábado, 1º de fevereiro, foi realizada a celebração das Primeiras Vésperas da Festa da Apresentação do Senhor e no contexto o 29º Dia Mundial da Vida Consagrada. Na ocasião o Papa Francisco proferiu sua homilia dedicada aos consagrados, meditando sobre o modo como, disse, “através dos votos de pobreza, castidade e obediência que professastes, também vós podeis ser portadores de luz para as mulheres e homens do nosso tempo”.
A pobreza faz-se portadora de bênçãos
A pobreza, disse o Papa, “está radicada na própria vida de Deus, eterno e total dom recíproco do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. “Exercendo a pobreza”, continuou, “a pessoa consagrada, pelo uso livre e generoso de todas as coisas, com estas faz-se portadora de bênção: manifesta a sua bondade na ordem do amor, rejeita tudo o que pode ofuscar a sua beleza: o egoísmo, a avareza, a dependência [...] e abraça, em vez disso, tudo o que a pode exaltar: a sobriedade, a generosidade, a partilha, a solidariedade”.
Na renúncia, o primado absoluto do amor de Deus
Sobre este ponto Francisco explicou que na renúncia ao amor conjugal e no caminho da continência, os consagrados “reafirmam o primado absoluto, para o ser humano do amor de Deus, acolhido com um coração indiviso e esponsal”. Vivemos em um mundo marcado por formas distorcidas de afetividade. O Papa fala das consequências: “Isto gera nas relações, atitudes de superficialidade e precariedade, egocentrismo”. Num contexto assim, “a castidade consagrada mostra ao homem e à mulher do século XXI um caminho para curar o mal do isolamento, no exercício de um modo de amar livre e libertador, que acolhe e respeita todos e não obriga nem rejeita ninguém”. Recomendando em seguida “é importante, nas nossas comunidades, cuidar do crescimento espiritual e afetivo das pessoas, na formação inicial e permanente”.
A obediência consagrada é um antídoto ao individualismo
Ao falar sobre a luz da obediência o Papa recorda a relação entre Jesus e o Pai como uma graça libertadora de uma dependência filial e não servil, rica de sentido de responsabilidade e animada pela confiança recíproca. Na nossa sociedade tendemos a falar muito e escutar pouco, não nos comprometemos com nada. Neste contexto Francisco disse: “A obediência consagrada é um antídoto contra esse individualismo solitário, promovendo como alternativa um modelo de relação marcado pela escuta ativa, onde ao ‘dizer’ e ao ‘ouvir’ se segue a concretude do ‘agir’, mesmo que à custa de renunciar aos meus próprios gostos, planos e preferências”.
Retorno às origens
Por fim o Papa abordou outro ponto: o “retorno às origens”, de que tanto se fala hoje na vida consagrada. Francisco foi claro ao dizer que o “retorno às origens de cada consagração é, para todos nós, aquele retorno a Cristo e ao seu ‘sim’ ao Pai”. Concluindo disse ainda que a renovação “se faz diante do Sacrário, na adoração, redescobrindo as próprias Fundadoras e Fundadores, sobretudo como mulheres e homens de fé, e repetindo com eles, na oração e na oferta de si”.
HOMILIA DO PAPA FRANCISCO
«Eis que venho […] para fazer, ó Deus, a tua vontade» (Heb 10, 7). Com estas palavras, o autor da Carta aos Hebreus manifesta a total adesão de Jesus ao projeto do Pai. Hoje, lemo-las na festa da Apresentação do Senhor, Dia Mundial da Vida Consagrada, durante o Jubileu da Esperança, num contexto litúrgico caracterizado pelo simbolismo da luz. E todos vós, irmãs e irmãos, que escolhestes a vida dos conselhos evangélicos, vos consagrastes, como «Esposa na presença do Esposo […] envolvida pela sua luz» (São João Paulo II, Exort. ap. Vita consecrata, 15), vós sois consagrados àquele mesmo desígnio luminoso do Pai que remonta às origens do mundo. Ele terá a sua plena realização no fim dos tempos, mas já agora se torna visível através das «maravilhas que Deus realiza na frágil humanidade das pessoas chamadas» (ibid., 20). Meditemos, pois, sobre o modo como, através dos votos de pobreza, castidade e obediência que professastes, também vós podeis ser portadores de luz para as mulheres e homens do nosso tempo.
Primeiro aspecto: a luz da pobreza. Ela está radicada na própria vida de Deus, eterno e total dom recíproco do Pai, do Filho e do Espírito Santo (cf. ibid., 21). Exercendo a pobreza, a pessoa consagrada, pelo uso livre e generoso de todas as coisas, com estas faz-se portadora de bênção: manifesta a sua bondade na ordem do amor, rejeita tudo o que pode ofuscar a sua beleza – o egoísmo, a avareza, a dependência, o uso violento e para fins de morte – e abraça, em vez disso, tudo o que a pode exaltar: sobriedade, a generosidade, a partilha, a solidariedade. E Paulo o diz: «Tudo é vosso. Mas vós sois de Cristo e Cristo é de Deus» (1Cor 3, 22-23). Isso é a pobreza.
O segundo elemento é a luz da castidade. Também esta tem a sua origem na Trindade e manifesta um «reflexo do amor infinito que une as três Pessoas divinas» (Vita consecrata, 21). Na renúncia ao amor conjugal e no caminho da continência, a sua profissão reafirma o primado absoluto, para o ser humano, do amor de Deus, acolhido com um coração indiviso e esponsal (cf. 1Cor 7, 32-36), e aponta-o como fonte e modelo de qualquer outro amor. Sabemo-lo; nós estamos vivendo num mundo frequentemente marcado por formas distorcidas de afetividade, em que o princípio “o que me agrada acima de tudo” - aquele princípio - leva a procurar no outro mais a satisfação das próprias necessidades do que a alegria de um encontro fecundo. É verdade. Isto gera, nas relações, atitudes de superficialidade e precariedade, egocentrismo e hedonismo, imaturidade e irresponsabilidade moral, em que o esposo e a esposa de uma vida inteira são trocados pelo parceiro do momento, e os filhos recebidos como dom são substituídos pelos filhos ou exigidos como “direito” ou eliminados como “incómodo”.
Irmãs, irmãos, em um contexto assim, perante a «necessidade crescente de transparência interior nas relações humanas» (Vita consecrata, 88) e de humanização dos laços entre as pessoas e as comunidades, a castidade consagrada nos mostra ao homem e à mulher do século XXI um caminho para curar o mal do isolamento, no exercício de um modo de amar livre e libertador, que acolhe e respeita todos e não obriga nem rejeita ninguém. Que remédio para a alma é encontrar religiosas e religiosos capazes deste tipo de relacionamento maduro e alegre! Eles são um reflexo do amor divino (cf. Lc 2, 30-32). Para isso, porém, é importante, nas nossas comunidades, cuidar do crescimento espiritual e afetivo das pessoas, já a partir da formação inicial e também permanente, para que a castidade mostre verdadeiramente a beleza do amor que se doa, e não surjam fenómenos deletérios como o endurecimento do coração ou a ambiguidade das escolhas, fonte de tristeza e insatisfação e causa, por vezes, em sujeitos mais frágeis, do desenvolvimento de verdadeiras “vidas duplas”. A luta contra a tentação da vida dupla é cotidiana. É cotidiana.
E chegamos ao terceiro aspecto: a luz da obediência. O texto que escutámos fala-nos também disso, apresentando-nos, na relação entre Jesus e o Pai, a «graça libertadora de uma dependência filial e não servil, rica de sentido de responsabilidade e animada pela confiança recíproca» (Vita consecrata, 21). Éprecisamente a luz da Palavra que se torna dom e resposta de amor, sinal para a nossa sociedade, na qual tendemos a falar muito e a escutar pouco: na família, no trabalho e sobretudo nas redes sociais, onde podemos trocar uma quantidade infinita de palavras e imagens sem nunca nos encontrarmos realmente, porque não nos comprometemos verdadeiramente uns com os outros. E isso é uma coisa interessante. Muitas vezes, no diálogo cotidiano, antes mesmo de alguém terminar de falar, a resposta já sai. Não se escuta. Ouvir-nos antes de responder. Acolher a palavra do outro como uma mensagem, como um tesouro, também como uma ajuda para mim.
A obediência consagrada é um antídoto contra esse individualismo solitário, promovendo como alternativa um modelo de relação marcado pela escuta ativa, onde ao “dizer” e ao “ouvir” se segue a concretude do “agir”, e isto mesmo que à custa de renunciar aos meus próprios gostos, planos e preferências. Só assim, com efeito, a pessoa pode experimentar profundamente a alegria do dom, superando a solidão e encontrando o sentido da sua existência no grande projeto de Deus.
Gostaria de concluir recordando um outro ponto: o “retorno às origens”, de que tanto se fala hoje na vida consagrada. Mas não um retorno às origens como retorno a um museu, não. Retorno precisamente à origem da nossa vida. A este propósito, a Palavra de Deus que escutámos recorda-nos que o primeiro e mais importante “retorno às origens” de cada consagração é, para todos nós, aquele retorno a Cristo e ao seu “sim” ao Pai. Lembra-nos que a renovação, antes dos encontros e das “mesas redondas” – que se deve fazer, são úteis –, se faz diante do Sacrário, na adoração. Irmãs e irmãos, nós perdemos um pouco os entido da adoração. Somos muito práticos, queremos fazer as coisas, mas...Adorar. Adorar. A capacidade de adoração no silêncio. E assim se redescobre as próprias Fundadoras e Fundadores, sobretudo como mulheres e homens de fé, e repetindo com eles, na oração e na oferta: «Eis que venho […] para fazer, ó Senhor, a tua vontade» (Heb 10,7).
Muito obrigado pelo vosso testemunho. É um fermento da Igreja. Obrigado.
Fonte:Vatican News



